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terça-feira, 8 de abril de 2014

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Falseacionismo x Indutivismo

Teoria do Falseamento ou Falseacionismo de Popper:

"Um falseamento basta para estabelecer a falsidade da teoria".

Fundamentos e argumentos da teoria:

1) É fácil obter confirmações ou verificações para quase toda teoria – desde que as procuremos.

2) As confirmações só devem ser consideradas se resultarem de predições arriscadas; isto é, se, não esclarecidos pela teoria em questão, esperarmos um acontecimento incompatível com a teoria e que a teria refutado.

3) Toda teoria científica “boa” é uma proibição: ela proíbe certas coisas de acontecer. Quanto mais uma teoria proíbe, melhor ela é.

4) A teoria que não for refutada por qualquer acontecimento concebível não é científica. A irrefutabilidade não é uma virtude, como freqüentemente se pensa, mas um vício.

5) Todo teste genuíno de uma teoria é uma tentativa de refutá-la. A possibilidade de testar uma teoria implica igual possibilidade de demonstrar que é falsa. Há, porém, diferentes graus na capacidade de se testar uma teoria: algumas são mais “testáveis”, mais expostas à refutação do que outras; correm, por assim dizer, maiores riscos.

6) A evidência confirmadora não deve ser considerada se não resultar de um teste genuíno da teoria; o teste pode-se apresentar como uma tentativa séria porém malograda de refutar a teoria. (Refiro-me a casos como o da “evidência corroborativa”).

7) Algumas teorias genuinamente “testáveis”, quando se revelam falsas, continuam a ser sustentadas por admiradores, que introduzem, por exemplo,alguma suposição auxiliar ad hoc, ou reinterpretam a teoria ad hoc de tal maneira que ela escapa à refutação. Tal procedimento é sempre possível, mas salva a teoria da refutação apenas ao preço de destruir (ou pelo menos aviltar) seu padrão científico. (Mais tarde passei a descrever essa operação de salvamento como uma “distorção convencionalista” ou um “estratagema convencionalista”).

Detalhe importante: O falseamento não pode depender de uma ocorrência única do fenômeno. O fenômeno falseador deve ser replicável.

Posto isso, suponhamos:

Aminoácidos podem se transformar, mediante diversas transformações e estágios, em ser vivo? Posso falsear essa teoria apenas tentando reproduzir as condições propostas por Oparin, observando que nenhuma matéria orgânica inanimada pode viver? Posso provar que, mesmos nas condições descritas na teoria, a vida não pode surgir da não-vida, mesmo a ciência podendo criar um ambiente fidedigno ao proposto por Oparin e reforçado por partidários contemporâneos?

Em 1953, Stanley L. Miller e Harold C. Uley, da Universidade de Chicago, tentaram reproduzir a teoria de Oparin, nos dando essas respostas, e reafirmando em entrevista à revista Scientific American:

"O problema da origem da vida revelou ser muito mais difícil do que eu, e a maioria das outras pessoas, imaginava.'

Essa decepção não foi exclusiva de Miller e Uley. O professor de Biologia Dean H. KENYON, co-autor do livro Biochemical Predestination (Predestinação Bioquímica), recentemente constatou que seria 'fundamentalmente implausível que matéria e energia não-assistidas se organizassem em sistemas vivos".

É possível provar a falsidade da teoria com o fracasso das diversas experimentações da mesma? Ou seja, da possibilidades dEvidentementesdebde haver provas contrárias? Claro que sim.

Agora partamos para o criacionismo. Como provar que a Teoria da criação pode ser falsa? Provando que Deus não existe? Será possível?

Esta performance de William Lane Craig, ilustra bem do que se trata o Falseacionismo:

http://www.youtube.com/watch?v=cR55fUmvFnQ

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