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quarta-feira, 29 de setembro de 2010

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Criança de 9 anos morre baleada por colega em Escola Adventista Na Grande São Paulo

 Fonte: Site O Globo.

SÃO PAULO - O menino M.C.R.S, de 9 anos, morreu, por volta de 13h desta quarta-feira, depois de ser baleado dentro da Escola Adventista de Embu das Artes, na Grande São Paulo, onde estudava. Segundo a Polícia Militar, testemunhas afirmaram que um colega da vítima teria levado uma arma para a escola que teria disparado acidentalmente, à queima-roupa. A versão ainda está sendo apurada pela polícia.


De acordo com a Polícia Militar, uma viatura que faz o patrulhamento foi acionada pelo 190 para atender uma ocorrência na escola localizada na Rua Julieta Jacyra Gallo, 270, bairro Engenho Velho. A informação recebida pela polícia era de que fogos de artifício haviam explodido dentro da escola. Ao chegar ao local, os policiais foram informados que o meninohavia sido ferido no abdômen.
A criança foi socorrida pelo diretor da escola e levada ao Hospital Family, em Taboão da Serra, a cerca de 25 quilômetros do colégio, onde ficou constatado que o ferimento havia sido feito por um tiro.

- O menino deu entrada aqui por volta das 11h45m, com um buraco no flanco esquerdo causado por arma de fogo. Ele estava em estado de choque e com muito sangramento, e foi levado diretamente para o centro cirúrgico - diz Marcos David, diretor clínico do Hospital Family.

Ainda segundo David, o projétil atingiu vasos sanguíneos do garoto. Os médicos ainda tentaram um procedimento cirúrgico, mas a criança não resistiu após uma parada cardiorrespiratória. Os médicos ainda tentaram reanimá-lo por cerca de uma hora.
O tiro, segundo o médico, teria sido dado a curta distância, já que a camisa do menino apresentava grande quantidade de pólvora. A polícia apura em que circunstância aconteceu o disparo.

A Polícia Militar vasculhou o colégio à procura da arma, mas não a encontrou. Pais do menino e representantes da escola estiveram esta tarde na delegacia.
- Quero que o pai dessa criança (que atirou) pague pelo que fez. Ele acabou com uma família - diz Danielle Cestari, madrinha do menino.
O advogado da escola Lélio Lellis disse que a vítima e o suposto autor do disparo estavam acompanhado de professores, dentro da escola. Ele ressaltou ainda o local tem câmeras internas de vigilância, monitores e assistentes pedagógicos.
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Temos vigilância externa e monitores - disse o advogado.

Em nota, a Associação Paulista Sul da igreja Adventista de Sétimo Dia, responsável pelo colégio, disse que "está colaborando com as autoridades."
M.C.R.C cursava o terceiro ano do ensino fundamental. Como as demais crianças de sua idade tinha muitas atividades: ia à escola todos os dias, frequentava a igreja e tocava violino.
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